15 de junho de 2015

Os sofrimentos do jovem Werther (DIE LEIDEN DES JUNGEN WERTHERS,1774)

A história de um jovem de classe média que se apaixona por Charlotte, uma mulher prometida a outro homem. Percebendo a impossibilidade de viver plenamente esta paixão, Werther luta contra os próprios sentimentos e dores.
 Escrito por Johann Wolfgang Goethe, o leitor se depara com um texto acessível e denso. Com profundidade filosófica e escrito na primeira pessoa, o livro é rico em descrição, além de criticar a sociedade da época. Dilemas, sonhos, esperanças, angústias e tristezas, temas vivido no mundo de hoje e que Goethe, há mais de duzentos e quarenta anos, refletia com vigor.
Um grande clássico da literatura alemã que merece ser lido e apreciado.

29 de março de 2015

Dois Poemas

Escrito pelo advogado tributarista, jurista e docente Ives Gandra da Silva Martins (1935-), trata-se de um livro que apresenta dois poemas, dedicados à sua esposa Ruth.

O primeiro poema é o livro bíblico de Ruth em versos alexandrinos, onde o autor teve todo o cuidado de traduzir da melhor forma possível do original e adaptá-lo.

O segundo é uma homenagem a história de amor do autor e de sua esposa. Ele escreve de uma forma singular, com simplicidade, ternura e conteúdo muito vivo e inspirador:

“Eram dois olhos de musgo,
Absorventes como os pantanais
E calmos como os lagos no verão.
No dia, em que o olharam,
O menino sentiu que, um dia,
Príncipe,
No Reino de seu Rei,
Viria a ser (P.110)”.

Oscar Dias Corrêa (1921-2005), define a poesia de Ives e a poesia como um todo de forma muito verdadeira  no prefácio:

“Poesia não de se explicar, é de sentir, sem que necessário que os gramáticos gramatiquem e os críticos critiquem, que ela existe, vive e domina, com ou sem eles, e até, melhor às vezes, apesar deles”.

Trata-se de uma obra bela, agradável, escrita com vida, inspiração e com paixão!





27 de fevereiro de 2015

Dica de leitura: Hollywood no front! - A Segunda Guerra sob a ótica do cinema americano



Escrito pelo jornalista José Roberto Gomes, o livro é uma análise sobre o cinema de Hollywood durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Muito além de entretenimento e documentação, o cinema é um instrumento de crítica, informação e persuasão. O autor apresenta o cinema como um aliado do governo americano, por meio de críticas aos regimes totalitários e incentivo persuasivo aos cidadãos. Gomes analisa todos estes elementos por meio de grandes obras do cinema como O grande ditador, Sargento York, Um barco e nove destinos entre outras.
Com o prefácio de Rubens Ewald Filho, a obra de José Roberto Gomes é uma agradável e perscrutadora leitura sobre um período importante da história e claro, do cinema.

24 de dezembro de 2014

Já nasceu o Deus Menino para o nosso bem!


Imagem: Canção Nova


O final do ano é um habitual marketing de incentivo ao consumo, por meio da festividade do natal. O termo “consumo” é um termo atraente para críticas sociais e antropológicas, oriundas da Teologia da Libertação e afins.  Usa-se o natal como um incentivo às compras caras e ao desenfreado consumo de tantos alimentos em dois dias (véspera e feriado), gerando o desperdício e a falta de caridade com os mais necessitados.

Por outro lado, se focar no homem e na comunidade meramente, a Festividade do natal se tornaria evento de atitudes humanitária e social. Ajudar aos mais necessitados, doando um pouco do seu tempo e do seu pão. Um dia de confraternização com amigos e parentes? Apenas uma ação social, para sustentar a teoria de um mundo fraterno e igualitário, como deseja algumas linhas de pensamentos?

Afinal de contas, para que nasceu o Deus Menino, o tal de Jesus? Apenas para que seja lembrada a dramática história de seu nascimento em um teatro de sentimentalismo e ai! Que gracinha! Ai! Que cute? Ele se tornou Jesus, o Cristo, para ser uma nova espécie de “revolucionário” e utopista, para vivermos uma suposta paz hippie?

Cristo nasceu para reinar sobre a humanidade. Com o seu exemplo, com suas palavras, o menino nascido na manjedoura quer se tornar carne e habitar entre nós, como proclama o evangelho de São João e a oração do Angelus.  

Ele quer amar cada um de nós, para que vivamos o amor, mas que tipo de amor? O amar sobre todas as dificuldades, todas as decepções e os problemas. O amar que envolve o perdão, o tentar acertar muitas vezes, o cair e levantar-se inúmeras vezes. O amar, no sentido de desejar o bem e a paz para as pessoas que muitas vezes não gostamos ou que nos ferraram de algum jeito. Amar aqueles que nos magoaram ou que se importam conosco.

O Deus menino, que se tornou homem, não morreu na cruz por engano ou apenas pela injustiça, mas para cumprir a escritura, salvar e mudar o nosso coração. Recordamos-nos de Cristo anualmente no 25/12/2014, não só para lembrar que Ele veio (e um dia voltará), mas para recordar que somos feitos a sua imagem e que a nossa morada não é aqui, mas na Pátria definitiva.

Que neste natal, o Cristo nos irradie com a sua simplicidade de menino, para que possamos ter fé e  acreditar que Ele faz nova todas as coisas. Feliz natal!

Recomendação de leitura: Texto do Blog Canção Nova de Felipe Aquino sobre o sentido do Natal. Mais em Qual é o verdadeiro sentido do Natal?

15 de setembro de 2014

Dica de leitura: Minha profissão é andar

No final dos anos 60, um jovem de família classe média, sofre um acidente de carro e perde os movimentos das pernas. Agora, precisará reaprender não só a andar, mas a ver a vida de outra forma.

Não é uma ficção, mas a história real de *João Carlos Pecci que viveu esta situação na própria pele. Como superou? Como foi a sua recuperação? Quais foram as transformações experimentadas? Por meio de uma linguagem clara, escrita em primeira pessoa e de uma forma muito entusiasmada e agradável, Pecci conduz o leitor para dentro da sua vida, das suas dores, das suas expectativas e suas alegrias.

*"Trata-se de um depoimento vivo sobre a limitação humana e a luta para superá-la. Um relato forte, marcante, ilusões, sem pieguismo, sem narrado numa linguagem impecável, que não omite passagens cruas e até agressivas."

Em síntese: um incrível e emocionante livro que merece ser lido, relido e aplicado na vida!

* trecho extraído da própria obra.
* ele é irmão do cantor e compositor Toquinho.

23 de junho de 2014

Afinal, o que é "chegar chegando"?

Uma das tantas expressões cotidianas, usadas por muitos, mas que não sabemos definir com clareza. O propósito do texto é apresentar opiniões variadas sobre o conceito.

Analisando o verbo, chegar é “aproximar-se de; avizinhar-se de; ficar perto de”. Aproximar por sua vez significa “estabelecer relações entre, aliar, fazer chegar; tornar-se próximo, acessível (Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, de Francisco da Silveira Bueno)”.
  
Segundo um amigo meu é “ter atitude, de acordo ao contexto e a pessoa”. Correto, porque nada muda se não houver ação e esta precisa acontecer de acordo a pessoa e ao contexto, porque cada situação é distinta pela complexidade de pessoas e desenrolar dos  fatos.

Uma amiga: “Ter atitude sem enrolar. Ser claro e objetivo.” A mesma pessoa, ainda define uma forma: “Chegar objetivamente, mas de forma discreta, comendo pelas beiradas, como populariza a expressão”. Definições interessantes. A ação precisa de clareza e foco, pois caso contrário, se perderá em um blá, blá, blá de tédio. O comer pelas beiradas é apresentado como um auxílio de prudência e enigmatismo, para que a exposição não se dê como algo vulgar e desesperador.

Segundo eu: “Dar a idéia, mas sem imediatismo, forte exposição ou altas expectativas. Mostre-se ao mundo, elogie, explore, dialogue, demonstre interesse, mas não disso a prioridade vital, senão é frustração”. Digo mais: “Se deu um passo e o alvo recua ou discretamente demonstra desinteresse, deixa para lá e viva cada dia!”


Conclusão: chegar chegando é mostrar-se de forma objetiva, sem se expor ou se ridicularizar. Uma expressão em constante desenvolvimento e debate, uma vez que cada pessoa é uma pessoa e cada situação é nova. 

22 de maio de 2014

Inerente inconstância?

Recentemente, tive um pouco de contato com o pensamento do sociólogo polonês *Zigmunt Bauman. Um dos pontos interessantes do sociólogo é a “modernidade líquida”, isto é, a liquidez, a inconstância, a não durabilidade das coisas e das pessoas, presente no mundo e em várias dimensões da cultura e da sociedade.

Ter contato com o pensamento do sociólogo polonês foi interessante, pois me fez pensar que isto realmente acontece no cotidiano.   Produtos antigamente duravam mais, hoje não. Alguns pensamentos e valores eram mais permanentes, hoje são mais “flexíveis”.

 O conceito da fluidez de Bauman é presente nas relações humanas, seja a categoria que for (namoro, amizade, relação comercial etc). Nascem relações, mas não duram para sempre ou por muito tempo. Você tem amigos hoje, que parecem eternos, companheiros e inseparáveis, mas daqui algum tempo ou anos, poderão ser meros conhecidos ou estranhos. Ideias que você defende com a maior convicção do mundo, pode se tornar algo inútil amanhã. O fulano encontrou a pessoa amada da vida dele, mas daqui um tempo podem se separar. Líquido, rápido e temporário.

 A teoria de Bauman, no meu parecer, é uma reflexão da realidade do nosso mundo moderno. Um pensamento sóbrio, crítico, perturbador e atraente. Muita informação, muita pressão e talvez, pouca duração. Existe solução?

*Para quem não conhece o sociólogo polonês, segue um link com uma entrevista recente dele no site da revista ÉPOCA (clique aqui).


Observação: optei escrever o texto de uma forma espontânea e até mais simples, com interpretação própria sobre o conceito de modernidade líquida, ao invés de colocar muitas referências , links e tornar um artigo muito acadêmico (com todo o respeito aos pesquisadores e mestres), o que não é o propósito do blog e de seus administradores.

19 de abril de 2014

O motivo da nossa esperança e viver: Cristo Ressuscitado



Anualmente, celebra-se a páscoa. Não obstante a cultura do coelhinho da páscoa, ovos de chocolate e do bom feriadão para descansar, as pessoas sabem sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, porém, muitas vezes é visto como um evento meramente histórico, teatral, sentimentalista e dramático. Será que o mistério do Verbo feito carne, entregue a cruz, ficou reduzido a uma fábula teatral?

Como os vários cristãos no mundo, eu não acredito que Cristo seja reduzido a uma mera memória, mas ao fato que a sua entrega a cruz não foi um ato valente e idealista, mas uma doação total de amor pela humanidade.  Ele se entregou não apenas pelos amigos e inimigos da sua época, mas por todos que viriam em séculos posteriores. Foi uma entrega além, algo incomum. Deu plenitude as escrituras e vigor ao homem.

Cristo subiu aos céus, como proclama o Credo Católico. Deixou-nos o seu exemplo e os seus ensinamentos, por meio dos apóstolos. Cristo está lá, olha e cuida de cada um de nós. Precisamos viver aqui, cuidar das nossas vidas e de tantas coisas, mas o nosso destino é a Pátria celeste!

Diz São Paulo: “Pensai nas coisas do alto, e não nas coisas da terra, pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus: quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então vós também com ele sereis manifestados em glória (Colossenses 3, 2-4)”.

 Não está aqui, ressuscitou!  Feliz Páscoa!

11 de março de 2014

Bibliotecária Pós-Moderna


Dulce Baptista apresenta os seus relatos sobre suas experiências de vida, suas leituras de mundo, dentro do contexto da sua profissão, a biblioteconomia.


Páginas de reflexões que levam o leitor a uma pequena viagem em alguns episódios da história do século XX. Acontecimentos marcantes, tudo relatados na primeira pessoa, em uma linguagem pessoal e admirável.

30 de janeiro de 2014

Silêncio, por favor!

Escrito por Ivan Izquierdo, o livro faz uma definição e reflexão do silêncio, dentro dos contextos da filosofia, psicologia, linguística, história e medicina. São 114 páginas que prendem o leitor, inserido-o em várias definições de uma única palavra. O que é silêncio? Por que precisamos de silêncio? Por que há tantos ruídos? Uma experiência sensacional, estimulante e atraente. Um verdadeiro convite a reflexão e ao silêncio.